domingo, 29 de Outubro de 2006

Uma questão de educação ou da sua falta

Para mim existem coisas que fazem parte da educação básica e das regras de viver em sociedade. Na minha opinião devem ser ensinadas desde a infância e temos de ser nós pais que as devemos transmitir aos nossos filhos. Se calhar pareço um Velho do Restelo a falar (neste caso uma velha), mas a sensação que tenho ultimamente é que muitos pais não estão para se dar ao trabalho de educar os filhos. Não é que eu tencione ser a super-mãe-educadora, muito pelo contrário reconheço as minhas limitações mas sei que farei tudo o que estiver ao meu alcance para que o Martim seja uma pessoa educada, que sabe viver em sociedade e lidar com o que existe de bom e mau no mundo que nos rodeia. Este desabafo vem no seguimento de uma situação que se passou comigo hoje de manhã no supermercado.

Estava eu a pagar as minhas compras com o Martim ao colo, quando reparo que a criancinha que estava atrás de mim estava embasbacada a ver-me marcar o código do cartão Multibanco e a murmurá-lo. Quando isto acontece normalmente paro e olho para quem está a fazer isso. A mãe da criancinha repara na situação e diz:
- Mas qual é o problema do meu filho estar a ver o seu código?
- Não acha que é uma regra de educação básica ensinar as crianças que isso não se faz? - respondi.
- Não tem mal nenhum. Ele só tem 10 anos, não a vai assaltar. - retorquiu a dita senhora.
- Não não vai assaltar. - respondi. O único problema é a senhora não lhe ensinar algo tão básico.
Dito isto a senhora ficou caladinha e, desculpem a expressão, "meteu o rabinho entre as pernas". Eu acabei de pagar as compras, peguei nos sacos e no Martim e fui para casa.

Se a criancinha em questão tivesse dois ou três anos não tinha mal nenhum, mas tem mais, tem 10 anos e já tem idade para saber o que pode e o que não se pode fazer. Só é pena que os pais não lho ensinem.

segunda-feira, 23 de Outubro de 2006

E aos 10 meses...

... e sem dentes jantou legumes aos bocadinhos sem ser passados com pedacinhos de gema de ovo cozida! Foi um regalo vê-lo a tirar do prato com a sua mãozinha os pedacinhos de batata, cenoura, feijão verde e gema de ovo e a mastigar muito compenetrado. De seguida despachou uma pera inteira aos bocadinhos. Se é assim sem dentes, com eles vai ser um devorador... Não foi a primeira experiência com comida mais sólida, a fruta, bolachas e pão já come assim há algum tempo. Esta foi a primeira vez que comeu uma refeição completa sem ser passada.
E continuam as experiências de locomoção do senhor Martim. Só quer estar em pé ou andar sem ser agarrado às coisas e muito menos às nossas mãos. Resultado: pernas cheias de nódoas negras! Por mais que tentemos evitar que se magoe é cada queda que faz aflição, mas levanta-se e continua como se nada fosse.

PS: Acabei de verificar que o número de posts entre os posts que assinalam a passagem de mais um mês é cada vez menor... Shame on me!

domingo, 15 de Outubro de 2006

De volta

Cá estamos nós de volta à blogosfera. Novidades do Martim houve várias. Umas boas e outras menos boas. A menos boa foi o Martim ter estado doente pela primeira vez na vida dele. Pois é, foi na 6a feira dia 6, que eu vi pela primeira vez o termómetro a subir acima dos 38ºC. Eram 4h30 da manhã quando o Martim acordou a chorar. Fui ver o que era e instintivamente pus a mão na testa dele: escaldava! Fui buscar o termómetro e lá estavam eles marcados: 38.2ºC. Ben-u-ron no rabinho e para o ajudar a adormecer dei-lhe um biberãozinho. Dormiu até às 9h30, acordou sem febre mas apenas bebeu meio biberão. À hora do almoço a febre voltou: 38ºC. Novo supositório, em vez do almoço normal, dei-lhe leitinho. Novamente só quis metade e adormeceu. Dormiu 3 h seguidas o que é raríssimo durante o dia. O meu filho é incrível: apesar da febre, de dormir muito e da falta de apetite, a boa disposição e a agitação permanente mantiveram-se. E pronto no dia seguinte, o Martim estava óptimo, melhor do que eu e o papá que estivemos constipadíssimos. Aliás estamos os dois com uma tosse horrorosa

Na mesma semana tivemos pediatra. Tivemos autorização para começar a comer gema de ovo e beber sumo de laranja. Pode começar a comer da nossa comida desde que muito simples e pouco condimentada. Continua no percentil 75 na altura e regressou ao 75 no peso. A pediatra ficou espantada com o facto do Martim já andar agarrado às coisas. Devido a termos detectado que o Martim às vezes franze os olhos quando olha para longe temos de levá-lo ao oftalmologista antes da consulta dos 12 meses. Espero que o Martim não tenha de usar óculos para já...

Dias depois de eu ter dito à pediatra que embora esteja quase a andar, palminhas e adeus é que nada, e de ela me ter respondido: "Ó mãe não se esqueça que o seu bebé foi prematuro!", eis que quando o estava a secar após o banho, o Martim nos brinda com palminhas! Eu e o T. ficámos embasbacados a olhar para o outro, até que o Martim repetiu a proeza. E bateu durante bastante tempo. Mas não pensem que bate quando lhe pedimos, sua excelência só bate palminhas quando quer e lhe apetece!

Entretanto aprendeu a dar xi-corações e uns beijinhos que no fundo são lambidelas ou abocanhadelas de bochecha. Responde com "oiá" aos olás do papagaio da minha irmã. Consegue entreter-se sozinho no parque com os brinquedos. E hoje apanhei-o a comer papel... Isso mesmo, mais precisamente cartão, que segurava como se fosse uma bolachinha (uma tira do tamanho das bolachinhas da Milupa) e que mastigava alegremente. Por falar em mastigar, os dentes ainda não apareceram e eu (e acho que ele também) estou farta deles. Há dias em que o meu filhote anda completamente desesperado.

O Martim está cada vez mais irrequieto. Não para um segundo. Vesti-lo e dar-lhe banho é uma aventura. É impossível conseguir que esteja deitado, só quer estar em pé e a fugir. É ele a fugir e eu atrás dele e ele ri, ri até mais não poder. Felizmente a Dodot tem umas fraldas que se vestem como cuecas, as Etapas Plus Liberty, e até dá mais jeito vesti-las com o Martim em pé.

Só um pequeno facto que não tem a ver com o Martim, mas com a minha mãe. A minha mãe tem andado a fazer um tratamento às pernas que implica colocar uma pomada e depois ligar a perna. Devido ao problema que tem nas pernas custa-lhe imenso a andar, aliás só consegue com muletas. O tratamento é feito no Centro de Saúde em Lisboa onde a minha mãe pertence. Na última 5ª feira, quando a minha mãe chegou, o enfermeiro de serviço disse-lhe que se ela quisesse que o tratamento fosse feito tinha de ir à farmácia mais próxima comprar a pomada porque tinha esgotado e não sabiam quando voltavam a ter. E lá foi a minha mãe a muito custo comprar a pomada agarrada às suas canadianas. E o sr. Ministro ainda quer que as pessoas paguem mais pelo lindo Serviço Nacional de Saúde que temos...

E pronto foram estas as novidades dos últimos dias. Daqui a 3 dias, felizmente apenas por duas noites, lá vou eu outra vez para longe do meu filhote. Desta vez vou para o frio, sei que me esperam mínimas de 4ºC e máximas de 11ºC aqui:
Helsínquia, Finlândia.