sábado, 30 de Dezembro de 2006

Do Aniversário e do Natal (VII)

O nosso bebé Natal

Há um ano atrás... (10)

...o Martim finalmente deixava a incubadora e passava para o berçário. Estava debelada a lesão no pulmão causada pela aspiração após o parto, faltava o Martim aprender a mamar. Desde a minha alta no dia 26 que os meus dias e do T. eram vividos no serviço de cuidados intermédios da MAC. Chegavamos às 9h para dar o banho, pesar, vestir e dar o biberão. Esperavamos pela visita diária do pediatra. Depois eu ia tirar leite. Às 12h era hora de trocar a fralda e dar biberão. Depois eu e o T. iamos almoçar e estavamos de volta às 15h para novo biberão. Durante a hora dos avós (16-17h) iamos lanchar e às 18h davamos mais um biberão. No intervalo seguinte eu tirava leite e quando estavamos despachados iamos jantar. Regressavamos às 21h para o último biberão (nosso) embora algumas vezes ainda dessemos o das 24h. Depois iamos para casa, o sentimento era um misto de tristeza por não termos o nosso filho conosco mas também de confiança porque consideravamos cada dia que passava uma vitória.

O nascimento do Martim (apesar dos sinais) apanhou-nos completamente de surpresa. Como ainda estava nas 34 semanas e 6 dias, não me tinha preocupado em fazer a mala. Tinha reservado para depois da azafama do Natal. Faltavam ainda comprar coisas para o enxoval do Martim e alem disso apenas uma parte da roupa dele estava lavada. Os bocadinhos de tempo livre que sobravam serviam para tratar destas coisas. Também pusemos os familiares e amigos a ajudar. De outra forma era impossível ter tudo pronto para receber o Martim. Foi preciso também comprar roupa. Como nos tinham dito várias vezes que iamos ter um bebé grande só compramos roupas de tamanho 1 e 3. Aproveitamos o inicio dos saldos para comprar 0 e 00.

De um modo geral as pessoas que trabalham no serviço de prematuros da MAC são cinco estrelas, mas claro que há excepções e houve algumas situações que nos irritaram particularmente. A primeira foi termos de ser nós a chamar a atenção para se fazerem o teste do pezinho e as primeiras vacinas. Outra coisa que me irritava imenso era a tempestade num copo de água que as enfermeiras faziam sempre que davamos uma vista de olhos na ficha do Martim. Esqueciam-se que antes de qualquer coisa o Martim é nosso filho e era natural querermos saber como estavam a correr as coisas com ele. Sobretudo como passava as madrugadas. Também nos chateou a atitude de algumas enfermeiras mais antipáticas que encaravam os pais como impecilhos e não como pessoas que são incentivadas a estarem e a tratarem dos seus filhos e, desse modo, aliviando a tarefa delas. Houve um episódio que me chocou particularmente: no berço ao lado do Martim estava um menino cuja mãe só aparecia muito poucas vezes porque não tinha com quem deixar o filho mais velho (que não podia trazer para ali). Um dia a moça chegou e, cheia de saudades, pegou ao colo no filho que continuou a dormir descansadamente no colo da sua mamã. Apareceu logo uma enfermeira que gritou: "Ó mãe, quem é que lhe disse que podia tirar o seu filho do berço? Se ele acordar e chorar quem é que o cala? Não põe cá os pés e ainda vem atrapalhar!" Escusado será dizer que foi o suficiente para pôr a rapariga a chorar e fazê-la sentir-se pior do que já estava... Enfim...

Do Aniversário e do Natal (VI)


O bolo de aniversário estava delicioso e foi encomendado aqui!

quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006

Do Aniversário e do Natal (V)

A prenda para o papá foi feita por um docinho muito talentoso!
Obrigada Ana!

PS: Desculpa a imitação Rute

Do Aniversário e do Natal (IV)

Provou bacalhau cozido com batata e perú assado e adorou!

Do Aniversário e do Natal (III)

Na Festa de Aniversário, o facto da casa ter muito mais gente que o normal deixou o Martim muito ansioso no início, mas depois tudo passou e até se entusiasmou com algumas prendas e sobretudo com os papeis e laços!

Do Aniversário e do Natal (II)

Ao fim do terceiro dia de festa a saturação era tal que o "sempre-bem-disposto" Martim fazia birra por tudo e por nada...

Do Aniversário e do Natal (I)

A nossa casa parece o Toys R Us... mas do que o Martim mais gosta é de brincar com as colheres de plástico e com os copinhos de papel da festa...

sábado, 23 de Dezembro de 2006

1 Ano

Parabéns meu amor pequenino!

Quando penso que não é possível amar-te mais, o meu amor por ti aumenta!

Obrigada por existires, pelo privilégio de crescer contigo, por me ensinares a ser mãe e a ser uma pessoa melhor!

sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006

Há um ano atrás... (9)

foram ditas coisas neste dia que não esquecerei facilmente.

A primeira: à saída da última de aula de preparação para o parto, por volta das 21h, onde nos apercebemos que dos cerca de 12 casais, nós deviamos ser os penúltimos a ser papás em meados de Janeiro, o T. sai-se com esta:

"- Não achas que fizemos a preparação cedo demais?"

A segunda: logo a seguir fomos jantar ao restaurante do Carrefour, e o empregado (brasileiro) elogiou a minha enorme barriga e quando lhe respondi que o Martim só deveria nascer dali a umas semanas, ele afirmou categoricamente:

"- Esse nenem deveria nascer no Natal! Deveria nascer agora!"

Meia hora depois rebentaram-me as águas...

A terceira: por acaso já foi dita no dia seguinte, por volta da uma e meia da manhã, quando finalmente cheguei à MAC (ver restantes peripécias da noite aqui) e me colocaram o CTG, a médica fez-me o toque e disse:

"- Isto está muito atrasado! Só lá para as 8h da manhã ou mais! Nem imagina a quantidade de grávidas que tem à sua frente para cesariana!"

Logo a seguir começou a dilatação, em cerca 10 minutos atingiu 4 dedos e já se sentia o rabinho do bebé. Escusado será dizer que passei à frente de toda a gente e o Martim nasceu às 3h23 do dia 23 de Dezembro de 2005. No rádio tocava "Problema de expressão" dos Clã...

quarta-feira, 20 de Dezembro de 2006

Faltam três dias...

...para o grande dia! Espero que até lá o Martim melhore, pois continua com uma diarreia horrorosa. Nem sei quantas vezes tive de lhe mudar a roupa toda hoje. O que me vale é o Blanka para tirar aquelas nódoas nojentas. Continua sem apetite, nem sequer as suas queridas bolachinhas ou um pedacinho de pão. Mas mantem-se sorridente e mexidinho como sempre, a correr a casa toda.

segunda-feira, 18 de Dezembro de 2006

Doentes

Foi como passamos o fim de semana... Primeiro o Martim, na 6a feira a vomitar, com diarreia e sem vontade de comer. Depois o papá no sábado à tarde com sintomas semelhantes. Ontem ao princípio da noite foi a minha vez, também com vómitos e diarreia. Estamos em recuperação, se bem que o Martim continua com diarreia e com pouca vontade de comer, mas sempre muito bem disposto!

quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006

Há um ano atrás... (8)

Os sinais de que a gravidez estava perto do fim eram muitos. Faltavam ainda cerca de 6 semanas, mas apareceram contracções, esporádicas mas violentas. O veredicto da minha médica tinha sido um: Para casa já com baixa! Desde Outubro que ela me ameaçava com baixa, o meu trabalho não é fácil, requere todo o dia em pé, de um lado para o outro. Eu andava muito cansada, a barriga era enorme (tinha tamanho correspondente a mais 4 semanas) e o Martim não parava um segundo que fosse.

Para ajudar à festa apareceram diabetes gestacionais. Estava a fazer uma dieta ridícula receitada por uma médica nutricionista. Passava o dia a fazer mini-refeições, a comer metades de maçãs, metades de tangerinas, uma tosta aqui, uma tosta ali, a contar baguinhos de uva (não podiam ser mais de 6 médios), o cúmulo era só poder comer o 1/6 de uma manga e ter de comer a horas certíssimas (por exemplo: despertar às 7h30 ou jantar às 18h30) . Passava o dia com tupperwares para trás e para a frente. Os meus colegas brincavam e diziam quando eu chegava: "Lá vem a demonstradora da tupperware!" Fora a seca de picar o dedo 4 vezes ao dia e fazer xixi para uma tirinha... Era uma fome desgraçada! Claro que fui percebendo que a dieta podia ser "enriquecida" desde que os níveis de açucar fossem os certos... E graças a ela perdi um quilo, onde já se viu uma grávida no fim do tempo perder peso? Por essas e por outras é que só aumentei 5 quilos durante a gravidez...

O fim aproximava-se. Eu já sabia que não iria até ao fim. Na eco das 32 semanas o veredicto estava traçado: o Martim estava sentadinho e já não havia muito espaço para dar a volta. Havia uma ténue esperança, mas a minha médica avisou-me, vai ser cesariana e antes das 38 semanas para que eu não entrasse em trabalho de parto desnecessariamente. Lembro-me que andei triste, queria tanto ter um parto natural! E no dia em que a minha médica me passou a baixa, ao apalpar-me a barriga verificou que o Martim tinha mudado de posição, estava transverso. Só um milagre é que me faria ter um parto natural. E conformei-me, embora me fizesse um pouco de confusão ter dia e hora marcada para o nascimento do meu filho, achava que a minha ansiedade ia ser insuportável. Mas o meu filho encarregou-se de me trocar as voltas e mandou às urtigas o parto com hora marcada...

Mas ainda não desisti de ter um parto natural, sim porque apesar de todos os problemas, simplesmente adorei estar grávida!

terça-feira, 12 de Dezembro de 2006

É oficial!!!

O Martim já anda sozinho!!!!

Começou com alguns passinhos sozinho, agora já atravessa a sala e percorre os corredores sem se agarrar ou gatinhar. Está tão crescido o meu biscoitinho!

A ida a Roma correu muito bem, o Martim portou-se muito bem nas duas viagens de avião. Tenho que dizer que o pessoal da TAP é cinco estrelas, extremamente atenciosos conosco por causa do bebé, aliás também já o tinham sido quando o ano passado viajei grávida. Passamos muito bem o fim de semana, como alugamos um carro (sim, conduzi no meio daqueles loucos!) deu para ir aos arredores dessa cidade magnífica ver algumas villas lindíssimas do tempo dos romanos e do renascimento. Nunca me canso de ir a Roma, e já lá vou todos os anos desde 99, se tivesse que deixar Portugal, era para lá que ia viver, sem hesitação!

O Martim provou pizza e gelados e adorou. Não descansou enquanto não comeu metade do meu gelado. E descobrimos a sua faceta charmosa: nos restaurantes não descansava enquanto as pessoas das outras mesas lhe sorrissem ou acenassem! Ele era sorrisos, batia palminhas, fazia tudo.

Já agora um pedido de sugestão para as mamãs que têm ou já tiveram filhotes com a idade do Martim: onde puseram a vossa árvore de Natal e o respectivo presépio? É que o Martim adora árvores de Natal (e se tiverem luzinhas a piscar, ainda mais) e é suficientemente forte para a deitar ao chão.