segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Gastroentrite aguda

É o que o Martim tem e obrigou a que ficasse internado esta noite no hospital a receber soro. Ontem de madrugada pela 1 h da manhã, ouvimos o Martim a vomitar através do intercomunicador. Quando chegamos ao quarto dele, tinha vomitado o que tinha comido desde o almoço. Tentamos dar-lhe chá açurado e nada, vinha tudo fora. Foi assim toda a até de manhã. De manhã fomos à urgência do hospital. Durante toda a manhã e princípio da tarde tentou-se dar Miltina (uma espécie de soro muito açucarado com nutrientes) e volta não volta vinha tudo fora. À tarde os médicos decidiram que não podia ser assim, que o Martim tinha de ser posto a soro. E lá ficou no serviço de observação até hoje de manhã. Como estava muito cansado quase não tinha dormido, dormiu o tempo quase todo. Teve febre baixinha, que só apareceu à tarde. Hoje de manhã já parecia outro e já aceitou chá e bolachas. Teve alta e viemos para casa. Dormiu durante o dia quase todo, comeu muito pouquinho e continua muito murchinho.

sexta-feira, 27 de Junho de 2008

E a pergunta do dia é

"O qué ito?"

Ontem no supermercado ia apontando tudo o que via e dizia o nome do que sabia. E o que não sabia perguntava “O qué ito?” E eu lá lhe respondia e ele repetia vezes sem conta. Como já está grande demais para ir sentado no carrinho, além de que não gosta nada, quando as compras são poucas, levo um cesto. O Martim insiste em levar o cesto. Tem de ser ele a pôr as coisas que compramos no cesto. E na caixa é ele que as tira do cesto, repetindo o nome de tudo. Vem pelo caminho todo a falar do que compramos. E sempre com muitos “O qué ito?” no meio da conversa.

quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Coisas estranhas ou nem tanto

O Martim sempre gostou de me encher de beijinhos. Ultimamente como anda mais traquinas e por isso ralho muito mais com ele, os beijinhos esmoreceram. Mas de há uns dias para cá, talvez coincidindo com a ida para Paris do papá (volta hoje, yes), que o Martim tenta dar-me beijos na boca. Agarra-me a cara, aproxima-se com a dele como se fosse dar beijinhos à esquimó e depois tenta dar-me um beijinho na boca. É uma coisa de que não gosto, embora já tenha visto entre outros filhos e mamãs ou filhas e papás, e por isso impeço-o de fazer isso, dizendo que beijos na boca da mãe só do pai. Não sei se estou a fazer bem ou mal. Se calhar estou a fazer uma tempestade de uma coisa muito simples. Não sei o que pensar, só sei que não me sinto confortável.

quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Queijo vaca

O Martim adora os triângulos deste queijo, que ele chama de "Queijo vaca". Quando estou a mexer no frigorífico vem logo pedir: "Mãe, qué queijo vaca! Muito muito muito!" E delicia-se com um trianguluzinho ou mais... Ontem acabou-se uma caixa de 24 e dei-lhe a caixa vazia. Achou que tinha um pequeno tesouro, onde guardou alguns dos seus bens mais preciosos: as suas chuchinhas. Ficou tão contente que até dormiu com a caixinha.

segunda-feira, 23 de Junho de 2008

30 meses/2 anos e meio

Já? Parece que foi ontem que nasceste, Martim. Tão pequenino, tão dorminhoco. E já és um rapazinho, um menino que me deixa cada vez mais orgulhosa. Falas pelos cotovelos, tens de dar sempre a tua opinião, mesmo que não se perceba metade do que dizes. Tens os teus gostos, tens as tuas perferências. Já sabes o que queres, embora às vezes esbarres com a opinião contrária dos pais. E amuas, fazes um beicinho que é uma delícia, zangas-te, odeias ser contrariado, reages mal, atiras com coisas pelo ar, e eu faço o meu papel: "Se não pode ser, não pode ser mesmo!" E se insistes na asneira lá vem a palmada. E lá vem o "Mãe má!" Digo que estou triste e lá vem um monte de festinhas e beijinhos com muitos "'scupa" pelo meio. Por acaso não és de birras. Contam-se pelos dedos da mão as vezes que fizeste birras grandes em público daquelas de te atirares para o chão. És um rapazola, adoras pular, saltar, trepar, correr, não paras um segundo. Continuas cheio de pressa para crescer e cresces a olhos vistos, a roupa vai ficando pequena. Também continuas muito observador, hoje depois da creche estiveste a dar migalinhas de pão às formigas e a vê-las a levar tudo bocadinho a bocadinho para o formigueiro. Eras capaz de ficar horas a vê-las. Já sabes as cores e já contas até 5. Começas a distinguir "meu" de "minha" embora ainda confundas um pouco os géneros. Começas também a usar "eu" em vez de o "Martim isto ou aquilo". Adoras ajudar-me em casa a pôr a mesa, a fazer a cama. É um castigo conseguir que arrumes o que desarrumaste. Não queres ouvir falar nem em manos ou em bebés na tua casa. Mas uma coisa é certa vais ser sempre o meu bebé!
Obrigada filho por me ensinares a ser mãe e me tornares uma pessoa melhor nestes 30 meses e durante os muitos meses que estão para vir.

quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Não fugimos

Ando por aqui e por aí a espreitar os vossos cantinhos e não só. Deixo alguns comentários e vou lendo o que o tempo vai deixando. Ando incrédula (ou não tanto) com as histórias (mais duas) de blogues falsos. A vontade de escrever é que não é muita. O Martim continua a crescer a olhos vistos (que novidade...), já sabe as cores e fala pelos cotovelos. Começou a ir à praia com a creche e está a correr bem. Ando a suspeitar de uma alergia a alguns peixes, porque por duas vezes depois de comer peixe ao almoço na creche, começou a vomitar mas sem mais nenhum sintoma. E passado algum tempo estava como se nada fosse e com uma fome de leão. Alguém já ouviu falar em casos de alergua a cação e peixes semelhantes, mas sem haver alergia a pescada ou cherne? Está quase a consulta dos 30 meses, vou perguntar ao pediatra.
E já agora mais uma pergunta. Alguém conhece receitas de bolos, bolachas e outros que tais que não levem ovo ou farinha de trigo? É que o meu sobrinho é alérgico a estas duas coisas (já estão a ver o transtorno, a quantidade de coisas que tem farinha de trigo!) e como vêm aí o primeiro aninho dele queria fazer algo que ele pudesse comer.

sexta-feira, 6 de Junho de 2008

Estou a dever uma à mãe do Ruca


E não simpatizo lá muito com a personagem. É demasiado mãe perfeita para o meu gosto. Mas adiante! Num episódio que vi há algum tempo atrás, o Ruca não queria dormir por causa de um sonho mau e tentava de todas as formas não voltar para a cama. Eis que a mãe do Ruca se lembra de lhe dizer que o problema era a almofada não estar para o lado dos sonhos bons. E quando a virou o Ruca aceitou ficar na caminha. E não é que esta noite o sr. Martim decidiu que não queria dormir mais e queria sair da cama. Lá lhe dei colo, cantei-lhe e ele nada. Até que me lembrei de lhe perguntar se tinha tido um sonho mau e ele disse que sim. Então lá lhe falei que tinhamos de pôr a almofada para o lado dos sonhos bons. E não é que ele aceitou ficar na caminha e adormeceu... Acho que estou a dever uma à mãe do Ruca.

terça-feira, 3 de Junho de 2008

"Mãe má!"

Eu sei que não é com intenção. Eu sei que o Martim está zangado comigo por eu ter estado fora. Também sei que ele é pequenino e que se irá habituando à medida que vai crescendo. Mas estas palavras sairam da sua boca muitas vezes durante o fim de semana, à mais pequena contrariedade. E recusava tudo o que eu queria fazer-lhe: dar de comer, vestir, dar banho, colo, etc. Eu sei que é natural que ele reaja assim. Eu desapareço por uns dias e ele fica sem mim e isso custa-lhe. Alem disso, ele acha que eu não tenho o direito de chegar e de lhe ralhar pelas asneiras que faz. Mas ouvir isto magoa muito, mesmo quando não é com intenção e ser apenas um desabafo dele. É que às vezes custa mais o regresso do que os dias fora.

Nem imagino como vai ser para a próxima vez, que por acaso vai ser daqui a uma semana...